3 julho 2017 - 19:28
Repercussão negativa faz Temer reavaliar e ida ao G20 é dada como certa

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), reviu a sua decisão de não comparecer ao G20, encontro que reúne as 20 maiores economias do mundo e que acontece entre os dias 7 e 8 de julho, em Hamburgo, na Alemanha, segundo a mídia brasileira nesta segunda-feira.

Horas mais tarde, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto confirmou que Temer embarcará para o encontro nesta quinta-feira.

Mais cedo, de acordo com o G1 e com o jornal Folha de S. Paulo, assessores de Temer revelaram que houve uma série de conversas e avaliações, acerca da repercussão negativa que o anúncio da semana passada, que dizia que o presidente não iria ao G20, causou.

O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, foi um dos nomes do governo federal que mais incentivou Temer a mudar de ideia e embarcar para a Alemanha.

Já a Folha deu como certa a ida de Temer ao encontro do G20, a fim de demonstrar normalidade administrativa. O jornal informou que, em conversas reservadas, o peemedebista já tinha confirmado que irá ao encontro, evitando ser o primeiro presidente brasileiro a não comparecer à reunião desde 2010.

Na semana passada, especulou-se que a decisão do presidente em não ir à Alemanha seria pela necessidade de permanecer no Brasil, a fim de garantir a aprovação da Reforma Trabalhista no Senado e acompanhar de perto as novas denúncias que são esperadas contra Temer, saídas das mãos do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Antes do anúncio do cancelamento da viagem, Temer teria outros compromissos na Alemanha além do G20. Um seria um almoço em Berlim com a primeira-ministra alemã, Angela Merkel. Outro seria a sua participação em uma reunião exclusiva de líderes do BRICS, já agendada entre os cinco países.

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