"O que os americanos realizaram sob o pretexto de um ataque químico foi uma escuso para compensar as recentes derrotas dos terroristas em solo sírio", disse Velayati a repórteres após uma reunião no domingo com uma autoridade chinesa do comitê de assessoria da política externa da China em Teerã (capital persa).
No início do sábado, os Estados Unidos, o Reino Unido e a França lançaram um taque de misseis contra vários lugares na Síria acusando, sem qualquer evidência, o governo de Damasco de realizar um suposto ataque com armas químicas em sete de abril na cidade de Duma, no norte do país, região Ghouta-Leste, algo que o governo de Damasco tem negado.
Nesse sentido, o diretor do Centro de Estudos Estratégicos do Conselho de Discernimento da República Islâmica do Irã condenou a medida "fracassada" de Washington e garantiu que os sírios conseguirão defender a integridade de seu país.
"O governo e a nação sírios podem defender com mais força do que no passado a integridade territorial (da Síria) e esta é a posição da República Islâmica do Irã", destacou Velayati.
Quanto à posição da China sobre os últimos desenvolvimentos no país árabe, a autoridade persa explicou que Pequim se opõe à adoção de medidas que violem o direito internacional. Segundo Velayati, a acusação de uso de armas químicas pela Síria na Duma é uma "disfarce", já que uma delegação iraniana que acaba de retornar de uma visita a Ghouta Oriental confirmou que nenhuma arma química foi usada nesta região.
"Os EUA e seus aliados realizaram ataques (contra a Síria) antes que os resultados das investigações sobre o uso de armas químicas fossem conhecidos, porque sabiam que os resultados descartaram suas alegações”, enfatizou.
A ofensiva contra a Síria foi realizada sem o apoio do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e pouco antes de os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) começassem o seu trabalho in situ para recolher provas sobre o suposto ataque químico na Duma.
O embaixador sírio na ONU, Bashar Al-Jaafari, denunciou neste sábado que os ataques de Washington, Londres e Paris contra a Síria procurava “vingar” o seu país pela derrota dos terroristas, apoiado por países da tríade, e foram “incentivados“ a usar armas químicas em ataques futuros.
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