De acordo com Rouhani, a medida seria prejudicial aos esforços diplomáticos voltados para restaurar o acordo nuclear de 2015 e aliviar as sanções dos Estados Unidos contra Teerã.
Na última terça-feira (1º), 251 parlamentares iranianos aprovaram um projeto de lei para impulsionar a atividade do setor de energia nuclear, contemplando a produção e o armazenamento de 120 quilos de urânio a 20%, mais do que o exigido para fins civis mas ainda abaixo do necessário para armas nucleares.
Biden confirmou que os Estados Unidos retornariam ao formato do acordo para negociações futuras e cessariam as sanções contra o Irã, caso o Irã voltasse ao "cumprimento rigoroso" do acordo nuclear
A proposta, debatida na sequência do assassinato de um importante cientista envolvido no programa nuclear do país, é suspender as inspeções realizadas por especialistas internacionais e exigir que o governo retome o enriquecimento de urânio se os países europeus não fornecerem alívio às sanções dos EUA contra os setores bancário e de petróleo do Irã. No entanto, segundo o presidente, o governo não concorda com esse caminho e o considera danoso à diplomacia.
"Hoje, nós somos mais poderosos na área nuclear do que em qualquer outra época", disse ele durante uma reunião de gabinete nesta quarta-feira (2), citado pela Associated Press.
O polêmico projeto aprovado foi enviado formalmente para Rouhani, que agora terá cinco dias úteis para assinar o texto e transformá-lo em lei. Mas é o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que tem a palavra final sobre todas as políticas de grande importância para o país, incluindo as relacionadas ao programa nuclear, destaca a AP.
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