Ele não participará do desfile de domingo, rompendo com um costume político de décadas em razão de seu apoio aos direitos palestinos.
Embora tenha recebido diferentes nomes ao longo dos anos, o chamado desfile do "Dia de Israel" sempre foi um evento obrigatório para prefeitos, governadores e outros líderes políticos ansiosos por conquistar a simpatia dos participantes que se reúnem na Quinta Avenida para celebrar a criação do regime sionista em 1948.
Não é o caso de Mamdani. Há duas semanas, o gabinete do prefeito divulgou um vídeo em memória da Nakba — palavra árabe para "catástrofe", usada para descrever o deslocamento de centenas de milhares de palestinos durante a guerra árabe-israelense de 1948, que se seguiu ao estabelecimento do regime israelense.
"Disse durante a campanha que não participaria do desfile, e deixei minha posição sobre o governo israelense mais do que clara", afirmou Mamdani em coletiva de imprensa na quinta-feira.
Ainda assim, ele prometeu forte presença policial para garantir que o evento transcorresse "sem problemas e de forma pacífica."
"Embora eu não vá participar, nossa administração vem se preparando há semanas para garantir a segurança de todos os participantes do desfile", disse ele.
O apoio a Israel entre os americanos tem se deteriorado profundamente nos últimos anos, tendência que se acelerou em meio à indignação com a guerra genocida de Israel em Gaza. Mamdani, o primeiro prefeito muçulmano da cidade, tem se mantido firme em sua defesa da causa palestina.
Ele afirmou acreditar no direito de Israel à existência, mas não como uma hierarquia que privilegia cidadãos judeus. Ao mesmo tempo, prometeu proteger os nova-iorquinos judeus e destacou o trabalho do Escritório Municipal de Combate ao Antissemitismo.
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