A declaração condena ataques contra infraestruturas civis e instalações nucleares pacíficas sob salvaguardas da AIEA, ressaltando que a segurança nuclear deve ser preservada mesmo durante conflitos armados.
Sobre a Palestina, os BRICS reafirmaram o direito à autodeterminação e ao retorno, além do apoio a um Estado palestino soberano e independente dentro das fronteiras de 1967, com Gaza e Cisjordânia e Jerusalém Oriental como capital. O bloco também exigiu o fim imediato de políticas de deslocamento forçado em Gaza.
Em relação ao Líbano, o grupo condenou violações de sua soberania e pediu o cumprimento integral do cessar-fogo e da Resolução 1701 do Conselho de Segurança da ONU, além da retirada das forças israelenses dos territórios libaneses ainda ocupados.
A posição adotada em Nova Délhi vai além da crise no Oriente Médio. Os BRICS defendem maior representação do Sul Global nas instituições internacionais e reformas na ONU e em organismos financeiros multilaterais, apontando para uma ordem internacional mais representativa e multipolar.
A XVIII Cúpula de Chefes de Estado dos BRICS é realizada na capital indiana, Nova Délhi, com a participação dos países-membros Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Em 1º de janeiro de 2024, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia e Irã aderiram a essa plataforma de economias emergentes.
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