Da maneira que Fátima (A.S.) falou aos muçulmanos sobre aquele direito – tal como as narrativas demonstram- ela foi uma combatente na causa de Allah. Usando a terminologia contemporânea podemos dizer que Fátima (A.S.) foi alguém que pôs em prática a ação política do modo mais enérgico. Colocou-se sozinha diante de um poder recém-estabelecido – ainda que as pessoas divergissem a respeito de sua natureza – enquanto Ali (A.S.) por outras circunstâncias, preferiu enfrentar o problema de uma maneira diferente.
Fátima (A.S.) estava sozinha na Mesquita, sozinha diante das mulheres dos Ansar e dos Muhajirun, sozinha na arena de Medina e sozinha em suas atitudes, quando as emoções da tristeza do falecimento do Mensageiro de Allah (S.A.A.S.) se agitavam num momento e em outro se transformavam no entusiasmo revolucionário. Assim, Fátima (A.S.) legitimou a participação política das muçulmanas, protagonizando o papel de oradora, sendo uma força dinâmica de oposição, com todo esforço e energia que esse papel exigia. Ela se distinguiu em sua oposição, desejou que esse protesto indignado permanecesse após sua morte ao expressar sua vontade de ser sepultada durante a noite, para que nenhum daqueles que a oprimiram ou que se desviaram da senda reta estivessem presentes.
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