15 outubro 2026 - 09:58
Profeta Muhammad (a.s.) alerta: prazeres passageiros podem trazer longos períodos de sofrimento

A tradição islâmica destaca que ceder a desejos momentâneos pode comprometer a paz interior e trazer arrependimentos duradouros. A mensagem convida à reflexão, ao autocontrole e a escolhas conscientes diante das tentações da vida cotidiana.

O prazer passageiro e o preço das escolhas

Às vezes, poucos instantes de prazer podem deixar marcas que perduram por muito tempo. Aquilo que parece agradável no momento pode se transformar, mais tarde, em arrependimento, tristeza e perda da paz interior.

Uma tradição registrada na página 533 da obra Al-Amali traz uma advertência atribuída ao Profeta Muhammad (a.s.):

«رُبَّ شَهْوَةِ سَاعَةٍ تُورِثُ حُزْنًا طَوِیلًا»

“Quantos desejos passageiros podem provocar uma longa tristeza.”

Essa mensagem aborda uma questão fundamental da experiência humana: a tendência de priorizar a satisfação imediata, mesmo quando ela pode comprometer o bem-estar futuro. Em uma sociedade marcada por estímulos constantes e pela busca de recompensas instantâneas, essa reflexão se torna ainda mais necessária.

Quando o desejo imediato cobra seu preço

No versículo 14 da Surata Al Imran, o Alcorão descreve como os desejos e as riquezas da vida terrena podem exercer grande atração sobre as pessoas. O problema, entretanto, não está em desfrutar dos bens e das oportunidades que a vida oferece, mas em se apegar excessivamente aos prazeres, a ponto de perder a capacidade de avaliar as consequências das próprias decisões.

Ao refletir sobre essa questão, o aiatolá Ali Khamenei destaca que os desejos podem parecer atraentes à primeira vista, mas, quando passam a dominar a vida de uma pessoa ou de uma sociedade, podem acabar se tornando fontes de sofrimento.

O perigo começa quando o indivíduo deixa de administrar seus desejos e passa a ser governado por eles. Sob essa perspectiva, ser livre não significa satisfazer todas as vontades, mas ter discernimento para reconhecer quando é necessário renunciar a algo que pode comprometer o próprio futuro.

O autocontrole como caminho para a realização

O Alcorão também apresenta o domínio dos impulsos como uma condição importante para alcançar a salvação. No versículo 40 da Surata An-Nazi'at, é descrito aquele que contém os desejos da própria alma e evita seguir os impulsos que o afastam do caminho correto.

Nesse contexto, a taqwa — conceito islâmico que envolve a consciência de Deus e a vigilância moral — não significa abandonar a vida nem rejeitar todos os seus prazeres. Significa, antes, desenvolver a capacidade de fazer escolhas conscientes e resistir às tentações que podem ameaçar a paz interior, o crescimento pessoal e a responsabilidade moral.

A advertência atribuída ao Profeta Muhammad (a.s.) sintetiza essa reflexão: renunciar a um prazer pode exigir esforço por alguns instantes, mas ceder a um desejo sem considerar suas consequências pode trazer sofrimento por muito mais tempo.

Por isso, antes de tomar uma decisão, vale fazer uma pergunta a si mesmo: que preço esse prazer passageiro pode cobrar da minha paz interior e do meu futuro?

Fonte: ABNA — Agência Internacional de Notícias AhlulBayt.

O prazer passageiro e o preço das escolhas

Às vezes, poucos instantes de prazer podem deixar marcas que perduram por muito tempo. Aquilo que parece agradável no momento pode se transformar, mais tarde, em arrependimento, tristeza e perda da paz interior.

Uma tradição registrada na página 533 da obra Al-Amali traz uma advertência atribuída ao Profeta Muhammad (a.s.):

«رُبَّ شَهْوَةِ سَاعَةٍ تُورِثُ حُزْنًا طَوِیلًا»

“Quantos desejos passageiros podem provocar uma longa tristeza.”

Essa mensagem aborda uma questão fundamental da experiência humana: a tendência de priorizar a satisfação imediata, mesmo quando ela pode comprometer o bem-estar futuro. Em uma sociedade marcada por estímulos constantes e pela busca de recompensas instantâneas, essa reflexão se torna ainda mais necessária.

Quando o desejo imediato cobra seu preço

No versículo 14 da Surata Al Imran, o Alcorão descreve como os desejos e as riquezas da vida terrena podem exercer grande atração sobre as pessoas. O problema, entretanto, não está em desfrutar dos bens e das oportunidades que a vida oferece, mas em se apegar excessivamente aos prazeres, a ponto de perder a capacidade de avaliar as consequências das próprias decisões.

Ao refletir sobre essa questão, o aiatolá Ali Khamenei destaca que os desejos podem parecer atraentes à primeira vista, mas, quando passam a dominar a vida de uma pessoa ou de uma sociedade, podem acabar se tornando fontes de sofrimento.

O perigo começa quando o indivíduo deixa de administrar seus desejos e passa a ser governado por eles. Sob essa perspectiva, ser livre não significa satisfazer todas as vontades, mas ter discernimento para reconhecer quando é necessário renunciar a algo que pode comprometer o próprio futuro.

O autocontrole como caminho para a realização

O Alcorão também apresenta o domínio dos impulsos como uma condição importante para alcançar a salvação. No versículo 40 da Surata An-Nazi'at, é descrito aquele que contém os desejos da própria alma e evita seguir os impulsos que o afastam do caminho correto.

Nesse contexto, a taqwa — conceito islâmico que envolve a consciência de Deus e a vigilância moral — não significa abandonar a vida nem rejeitar todos os seus prazeres. Significa, antes, desenvolver a capacidade de fazer escolhas conscientes e resistir às tentações que podem ameaçar a paz interior, o crescimento pessoal e a responsabilidade moral.

A advertência atribuída ao Profeta Muhammad (a.s.) sintetiza essa reflexão: renunciar a um prazer pode exigir esforço por alguns instantes, mas ceder a um desejo sem considerar suas consequências pode trazer sofrimento por muito mais tempo.

Por isso, antes de tomar uma decisão, vale fazer uma pergunta a si mesmo: que preço esse prazer passageiro pode cobrar da minha paz interior e do meu futuro?

Fonte: ABNA — Agência Internacional de Notícias AhlulBayt.

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