19 janeiro 2020 - 19:43
“O verdadeiro combustível dos mísseis que devastaram a base dos EUA foi o grito de vingança do povo iraniano pelo mártir Soleima

TEERÃ. (ABNA) - Em uma memorável e majestosa oração coletiva de sexta-feira realizada em Teerã, o aiatolá Khamenei, líder supremo da Revolução Islâmica, referiu-se esta semana à "presença prodigiosa do sábio povo iraniano" nos funerais do general Soleimaní e seus companheiros e o ataque do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (CGRI) à base americana de Ain al-Asad como dois "Dias de Deus sérios e determinantes", comemorou que a nação iraniana assim revelou sua "perseverança contra os demônios" e alertou que a única maneira de seguir o mesmo caminho é fortalecer o Irã "em todos os campos".

No início de seu primeiro sermão, depois de enfatizar a importância do temor de Deus como uma maneira de obter ajuda divina para alcançar o sucesso e resolver problemas de natureza pessoal e social, o principal líder iraniano recitou alguns versículos da Surata abençoada de Abraão (A.S.) para recordar os Dias de Deus e para expressar sua gratidão por essas bênçãos.

 

A ordem divina ao profeta Moisés (A.S.) para lembrar seu povo dos Dias de Deus é, disse o Líder da Revolução Islâmica, um sinal da importância daqueles dias e de sua gratidão pela orientação do povo “paciente e agradecido”, dotado de temperamento e perseverança, que não abandonam a liza ao mínimo revés e que, vendo as bênçãos concedidas por Deus, tanto em seus aspectos óbvios quanto ocultos, reconhecem seu valor e se sentem responsáveis ​​por recebê-los.

 

Se a surata de Abraão (A.S.) desceu durante o período da permanência do Profeta Muhammad (S.A.A.S.) emm Meca, isto é, no auge da luta e resistência dos muçulmanos contra a descrença, foi para dar boas novas aos crentes de que o Altíssimo os faria testemunhas dos novos Dias de Deus e que eles soubessem que, se agissem com gratidão, mais vitórias os aguardariam, continuou o aiatolá Khamenei.

“O Dia de Deus é o dia em que a mão do poder divino é vista nos eventos, de modo que quando dezenas de milhões de pessoas no Irã e centenas de milhares no Iraque e em outros países saem às ruas em defesa do sangue do Comandante da Força Qods, formando o maior funeral do mundo, este é um exemplo do Dia de Deus, porque depois dessa grandeza não há outra causa senão a mão do poder divino”, disse o líder iraniano  depois de apontar a importância excepcional das últimas duas semanas, carregado de eventos "doces e amargos, porém instrutivos", para a nação iraniana.

 

Em relação ao outro dia de Deus em questão, o do ataque da CGRI à base americana de Ain al-Asad, na província de Ambar, no oeste do Iraque, o Líder da Revolução considerou que “quando uma nação dá um tapa com tamanho poder e força de espírito em um poder mundial arrogante e prepotente é uma indicação da mão do poder divino, de modo que esse grande dia é também considerado um dos dias de Deus”.

 

Esses são pontos de virada que marcam a história e deixam “traços eternos e duradouros na vida, no espírito e no modo de ser das nações”, disse o aiatolá Khamenei, quem a propósito da sociedade iraniana, indicou que, graças à sua natureza paciente, “sempre manteve ao longo dos anos sua gratidão pelas graças divinas com perseverança exemplar”.

 

A mão de Deus após os últimos eventos

 

Nesse sentido, o Líder da Revolução se referiu às dimensões materiais e espirituais da multidão de procissões funerárias formadas para o mártir Soleimaní e pediu aos presentes que perguntassem si mesmos que força, se não a mão de Deus, poderia dar origem a um milagre como o da saída apaixonada em massa para as ruas sem precedentes, 41 anos após o triunfo da Revolução Islâmica.

 

Embora aqueles que baseiam sua análise em aspectos materiais sejam incapazes de perceber essa mão divina nos eventos, disse o aiatolá Khamenei, as enormes honras funerárias do mártir Soleimaní, "movimento divino da nação", revelam "o interior oculto e a espiritualidade louvável do povo” e são um sinal de que a vontade divina opta pelo triunfo da vitória da nação iraniana.

Outra mensagem transmitida pelas dezenas de milhões de pessoas pela assistência ao funeral, disse o líder iraniano, é a adesão popular renovada à linha do Imam Khomeini e “nesse caso, o império midiático do sionismo e os líderes terroristas do regime americano, fizeram o possível para acusar nosso grande e querido general do terrorismo, mas Deus Altíssimo virou a mesa e, não apenas no Irã, mas também em outros países, honras foram dadas à alma daquele grande homem e as bandeiras dos EUA e dos sionistas foram queimadas”, observou ele.

 

O Líder da Revolução Islâmica vê nessas circunstâncias uma indicação da intervenção do poder divino e a orientação do Criador, tanto no Irã quanto na sociedade persa, e indicou para esse fim que "além dos funerais desses combatentes, o próprio princípio de seu martírio também é um sinal do poder divino, uma vez que o assassinato terrorista do general Soleimaní - ou seja, do comandante mais famoso e poderoso da luta contra o terrorismo em toda a região (da Ásia Ocidental) - é um escândalo para o indigno governo dos Estados Unidos”.

 

Lembrando as façanhas do general martirizado, o principal líder iraniano lembrou um cenário em que, estando em uma situação de grande perigo, completamente cercado pelo inimigo, Soleimaní conseguiu dirigir as operações de modo que fez com que o adversário fugisse. "Para matar esse intrépido mártir, os americanos não o enfrentaram no campo de batalha, mas cometeram o crime agindo como ladrões covardes, tornando sua própria desonra ainda maior", acrescentou.

 

Washington desacredita

 

Falando da crescente má reputação de Washington, o líder iraniano disse que, até agora, apenas o regime sionista era baixo o bastante para assassinar os líderes da Resistência. "É claro que no Iraque e no Afeganistão, os americanos cometeram muitos crimes e assassinatos, mas desta vez o presidente dos Estados Unidos admitiu que são terroristas, e não há desonra maior do que essa”, afirmou.

 

Também em relação a depreciação norte-americana, o aiatolá Khamenei se dirigiu ao segundo dia de Deus das últimas semanas, ou seja, a resposta da CGRI às tropas americanas, da qual destacou que “o golpe simbólico que sofreu o prestígio da superpotência dos Estados Unidos é ainda mais importante que o efeito da forte ação militar iraniana”. “Esse forte golpe de honra não pode ser compensado com nada; o aumento de embargos sobre os quais os americanos estão falando hoje em dia não retornará sua reputação perdida”, alertou.

 

O valor da abnegação sincera

 

Sobre a resposta esmagadora da CGRI ao assassinato de Soleimani e seus companheiros e sobre como essa resposta foi uma manifestação do poder divino, o Líder Iraniano a valorizou como resultado de "brigas abnegadas" e enfatizou que, "onde quer que haja abnegação, seja o que for na obra em questão, Deus concede essas bênçãos, crescimento e desenvolvimento, fazendo com que essas bênçãos cheguem a todos e se tornem duradouras”.

 

A consequência inevitável de uma "profunda compreensão, apreciação e reconhecimento do valor" dos Dias de Deus das últimas semanas, ele estimou, é "o fato de que os queridos Hajj Qasem e Abu Mahdi devem ser considerados como um único indivíduo, uma única corrente doutrinária, um único caminho e uma única escola de aprendizagem”.

 

A Força Qods e a defesa da segurança do Irã

 

Quanto à Força Qods da CGRI, comandada por Soleimani, ou Aiatolá Khamenei, insistiu que não fosse confundido com um organismo burocrático, porém uma instituição da natureza humana dotado de "grandes motivações salvadoras", uma perspectiva que dá seu verdadeiro significado aos louvores cheios de admiração manifestada pelo povo nas grandes procissões de funerais dos dias passados.

“É claro que em todas as fundações ideológicas baseadas em objetivos divinos repousam todas as Forças Armadas - a CGRI, o Exército e o Basich - mas também a Força Qods, na qualidade de combatentes sem fronteiras, vai aonde é necessário para ajudar os povos da região e preservar a dignidade dos deserdados, agindo com todo o seu ser e com todas as suas capacidades como força protetora do que é sagrado e dos recintos sagrados”, acrescentou o Líder da Revolução Islâmica.

 

A maior conquista da Força, no entanto, enfatizou o principal líder iraniano, foi "afastar do Irã a sombra da guerra, do terrorismo e da ruína". "A segurança do Irã é em grande parte o resultado dos esforços dos jovens devotos que se dedicaram anos à Jihad e se sacrificaram às ordens do querido Hajj Qasem", acrescentou ele antes de continuar: "Esses jovens altruístas e corajosos também irão, é claro, auxiliar a Palestina e outras regiões, mas na realidade eles estão criando segurança para a amada terra dos iranianos.

 

Perante esse desejo de manter o Irã em segurança, o objetivo final dos Estados Unidos criar e apoiar o grupo terrorista Takfiri Daesh nada mais foi do que atacar o Irã, criando insegurança em suas fronteiras e cidades, além de gerar confusão e inquietação nas famílias iranianas. "Ao ajudar o Iraque e a Síria, nossos jovens altruístas neutralizaram essa conspiração", disse o líder da Revolução Islâmica.

 

União populacional iraniana contra os EUA

 

Diante dessa abnegação heroica, o aiatolá Khamenei criticou a atitude "daqueles que gritaram “Nem Gaza nem Líbano!". Pessoas que na verdade "nunca sacrificaram suas vidas pelo Irã ou mesmo renunciaram seu conforto e interesses a eles para preservar a segurança do país”. Pelo contrário, foi o general Soleimani e seus companheiros que colocaram suas vidas em perigo quando saíram para lutar pela defesa da pátria, argumentou o líder.

 

Nos eventos do início de janeiro Soleimani passou a ser conhecido como "General dos Iranianos", “dezenas de milhões de pessoas revelaram o segredo espiritual oculto em seu interior, confirmando a união exemplar da nação, qualquer que seja o partido, grupo, comunidade, grupo étnico ou área geográfica, em defesa da Revolução, soberania islâmica, firmeza contra a iniquidade e rejeição da ganância dos Estados da Arrogância”, derramando lágrimas pela partida de Hajj Qasem nas massivas concentrações formadas em Teerã, Kerman e várias outras cidades em manifestações de luto "significativas, entusiasmadas e angustiadas".

 

A nação iraniana mostrou mais uma vez e "em dimensões inigualáveis", acrescentou o principal líder iraniano, que bravamente defende a linha de luta e esforço, que não é daqueles que se rendem e amam os símbolos da Resistência, embora existam "aqueles que tentam criar e difundir uma imagem diferente, dentro e fora do país" - pessoas que carecem de "sinceridade e franqueza em suas relações com o povo do Irã".

 

Em particular, o aiatolá Khamenei se referiu aos "palhaços americanos" que, no "auge da ruína", dizem hoje estar com o povo iraniano, acrescentando: "Não foi povo do Irã que ultrajaram a figura do grande e afetuoso general da nação, enquanto as imensas e incontáveis multidões que prestaram homenagem e manifestaram sua veneração por Hajj Qasem nas ruas?” perguntou.

 

Os americanos nunca estiveram com a nação iraniana e mentem descaradamente em afirmar o contrário, disse o Líder; e se eles fossem "seria como pregar uma adaga envenenada no peito", eles jamais fizeram ou farão algo pelo Irã, enfatizou fortemente.

 

A assistência massiva do povo iraniano ao funeral mostra, na opinião do líder da Revolução Islâmica, a infraestrutura ideológica e os verdadeiros sentimentos da nação, e “esse grito de vingança que é ouvido em todo o Irã é realmente o verdadeiro combustível dos mísseis que devastaram a base dos EUA”.

Quanto às tentativas de alguns de relegar ao esquecimento os "determinantes" Dias de Deus das últimas semanas levantando várias questões, o aiatolá Khamenei aconselhou: "Nenhuma pergunta irá alterar a lembrança daqueles dias memoráveis".

 

O trágico acidente do voo PS752

 

Ao abordar uma dessas questões, o líder da Revolução Islâmica lamentou profundamente o acidente que causou a queda do voo ucraniano PS752: “Esse evento muito amargo realmente queimou nossos corações e nos encheu de dor, mas alguns tentam, seguindo os passos da mídia americana e inglesa, tornam o evento propício ao esquecimento daqueles grandes funerais e à resposta esmagadora da CGRI”. Alguns deles, acrescentou, são jovens que se empolgam com sentimentos, mas há também aqueles que "não estão dispostos a entender e defender o interesse nacional".

 

“Na mesma medida em que o povo e nós mesmos ficamos consternados e afligidos pelo incidente, os inimigos ficaram contentes em adotar uma maneira de pôr em questão o sistema da CGRI, das Forças Armadas e da República Islâmica, mas essa astúcia suja não será eficaz contra a mão do poder divino: nem o Dia de Deus dos funerais nem o Dia de Deus do ataque na base dos americanos serão esquecidos, mas que sua memória ressuscitará dia após dia, pela graça de Deus”, predisse o Líder.

 

Depois de expressar suas sinceras condolências às famílias afetadas pela catástrofe, o aiatolá Khamenei também tornou público seu agradecimento e respeito às pessoas próximas, pais em luto que, “com o coração cheio de dor, tomaram a palavra diante de insinuações e conspirações dos inimigos na direção oposta ao que eles queriam”.

 

Dada a persistência de algumas dúvidas sobre o que aconteceu, o Líder alegou, depois de agradecer suas declarações públicas aos comandantes da CGRI sobre o assunto, que isso está sujeito a um monitoramento rigoroso para evitar qualquer recorrência de incidentes semelhantes. "Para que eventos semelhantes não ocorram, a prevenção é mais importante do que a correção posterior", afirmou.

 

A vilania dos governos europeus e o acordo nuclear

 

Entre as tentativas de fazer com que os Dias de Deus das últimas semanas caiam sob a influência de outros assuntos, o aiatolá Khamenei destacou a vilania cometida por três estados europeus em ameaçar o Irã de levar o arquivo de seu programa de energia nuclear ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

 

"É claro que os responsáveis pelo país deram uma resposta firme e as pessoas lembram como esses três países estavam a serviço de Saddam e de seus crimes durante os oito anos da Guerra Imposta", lembrou.

“Desde o início, um servidor disse que não confiava no que os europeus disseram após o Plano de Ação Conjunto Abrangente, que eles não fariam nada e que estavam ao serviço dos Estados Unidos. Agora ficou claro que essas pessoas são desprezíveis no verdadeiro sentido da palavra; são bajuladores dos EUA, se imaginam colocar a nação iraniana de joelhos, algo que seu mestre americano não foi capaz de fazer, que é maior, como se eles conseguissem!”, considerou.

 

Para se referir às negociações com os europeus, o líder da Revolução Islâmica usou qualificações como "farsa" e "decepção" e alertou que "aqueles cavalheiros que se sentam à mesa para negociar são realmente os terroristas do aeroporto de Bagdá apenas mudaram de roupa”.

 

Resumo do primeiro sermão: a necessidade de o Irã ser fortalecido em todas as áreas

 

Resumindo o primeiro dos dois sermões da oração coletiva na sexta-feira, o aiatolá Khamenei enfatizou que a única maneira de perseverar na manutenção da dignidade nacional do Irã é fazer um esforço coletivo para fortalecer o país. "Não rejeitamos negociar - exceto, sim, com os americanos - se feito a partir de uma posição de força” enfatizou".

“E, se Deus quiser, esta nação amada, este país amado, será fortalecida, e não apenas no campo militar, mas também no salto econômico, científico e tecnológico, objetivo em que devemos confiar na presença, na paciência e perseverança das pessoas ativas, assim como no esforço e na ânsia ininterrupta dos responsáveis e do povo ", previu ele antes de sentenciar que" em um futuro não muito distante", o Irã chegará pela graça de Deus a um ponto em que seus inimigos não ousarão ameaçá-lo.

 

Segundo sermão: importância das eleições iranianas em fevereiro

 

O líder da Revolução Islâmica proferiu a maior parte do segundo sermão da oração de sexta-feira em língua árabe, mas antes disso fez breves observações sobre a importância das eleições para a Assembleia de Consulta Islâmica Iraniana, cuja primeira rodada está marcada para 21 de fevereiro: “Em relação às eleições, existem vários pontos que, se Deus quiser, apontarei em outro momento. O importante é que as eleições sejam um dos principais fatores de poder do país, cuja segurança é garantida enquanto desesperam o inimigo”.

 

Por isso, acrescentou, que os inimigos da República Islâmica se esforçam para desmotivar a participação da população no processo eleitoral e que “todos devemos ter cuidado para que o inimigo não consiga implementar esse desejo a qualquer momento, dando lugar para eleições monótonas e falta de dinamismo”.

 

Declarações em árabe endereçadas aos países vizinhos

 

O restante do sermão foi em árabe, dada a importância do momento histórico que atravessa o oeste da Ásia e a conveniência do líder iraniano em abordar os "irmãos árabes" diretamente dos países vizinhos - primeiro, em relação ao "crime covarde” cometido pelos americanos por ordem do “presidente terrorista dos Estados Unidos”, matando o "grande e corajoso general iraniano" Soleimani e o "combatente leal e sacrificado Abu Mahdi al-Muhandes”.

 

O primeiro dos dois mártires foi, com sua "presença destemida" nas linhas avançadas da frente da Resistência, um dos "fatores mais influentes na derrota de agentes terroristas como Daesh e similares na Síria e no Iraque". Os americanos o atacaram de maneira covarde e sem ousar enfrentá-lo em uma luta digna, quando ele acabara de chegar ao aeroporto de Bagdá a convite do governo iraquiano, derramando seu sangue e o de seus companheiros e fazendo isso “pela enésima vez, o sangue dos filhos do Irã e do Iraque foram derramados e misturado no caminho de Deus”, lembrou o principal líder iraniano.

 

A "resposta recíproca imediata" do Corpo Guardião da Revolução Islâmica do Irã, disse o aiatolá Khamenei, "deixou o prestígio e a honra do perverso e arrogante governo dos EUA no chão”, embora “seu verdadeiro castigo seja sua expulsão da região da Ásia Ocidental.”

 

O líder persa também se referiu em seu sermão árabe aos funerais formidáveis dos mártires Soleimani e Abu Mahdi, à participação de dezenas de milhões de pessoas no Irã, aos tributos pagos a ambos os combatentes em diferentes cidades do Iraque e manifestações populares de condolências expressas em concentrações apaixonadas em muitos outros países, e notou que o grande martírio de 3 de janeiro anulou os numerosos, muito caros e diabólicos esforços feitos pelo inimigo para semear a desconfiança entre os povos iraniano e iraquiano, usando-o para pessoas irresponsáveis e uma "propaganda maligna".

O fator que pode ser recorrido pelas nações da Ásia Ocidental para derrotar as "potências materiais corruptas" é apenas a força que o Islã lhes dá, considerou o aiatolá Khamenei, que está entre os fundamentos da dominação dos países da região pelo Ocidente listou sua ciência e tecnologia, suas armas, sua "propaganda mentirosa" e seus vários esquemas políticos.

 

Sempre que as potências ocidentais foram forçadas pelos movimentos populares a deixar um país, alertou o Líder da Revolução Islâmica, elas continuaram, na medida do possível, conspirando, infiltrando-se através de seus serviços de inteligência, exercendo domínio político e econômico e mantendo no coração da Ásia Ocidental o "tumor maligno do regime sionista como uma ameaça constante" para os países da região.

 

Diante deste sistema de dominação, o aiatolá Khamenei indicou que o triunfo da Revolução Islâmica deu um "duro golpe político e militar" ao usurpador do regime sionista e uma série de "derrotas em cadeia" à arrogância, com os Estados Unidos na liderança, desde o Iraque Síria até Gaza e Líbano, passando pelo Iêmen e Afeganistão. "A mídia inimiga acusa o Irã de travar guerras com terceiros, mas isso é uma grande mentira e as nações da região já acordaram", disse ele.

 

“O destino luminoso da região é a sua salvação do domínio arrogante dos EUA e a libertação da Palestina do poder dos estrangeiros sionistas, e a chegada a esse objetivo deve ser acelerada através da determinação e do esforço das nações”, encorajou o líder iraniano após elogiar a capacidade da República Islâmica de resistir à resistência de longo prazo frente a vilania dos EUA e sua capacidade de influenciar o ambiente regional e o humor de seu povo.

 

O principal líder iraniano enfatizou a necessidade do mundo islâmico deixar de lado os fatores de divisão e continuar, para aumentar a união entre os muçulmanos, estratégias como o trabalho conjunto dos sábios religiosos para “encontre soluções islâmicas próprias do estilo de vida islâmico moderno”, a “colaboração entre universidades islâmicas para elevar o nível científico e tecnológico e construir as infraestruturas da civilização moderna”, a “harmonização entre a mídia islâmica para corrigir a cultura da população em geral desde suas raízes”, a criação de laços entre os exércitos islâmicos para "afastar a guerra e as agressões da região", a "comunicação entre mercados islâmicos para tirar a economia de seus países da dominação de empresas predatórias" e a promoção de viagens para melhorar “a comunidade de línguas, sentimentos, união e amizade” entre as pessoas.

 

Os inimigos do Irã e do Islã, advertiu o aiatolá Khamenei, afirmam “manter suas economias com os recursos de nossos países, sua dignidade com a humilhação de nossas nações e seu império com nossa divisão, e destruir você e nós com nossas próprias mãos”. Washington, ele continuou, quer que a Palestina seja "indefesa contra os criminosos sionistas", a Síria e o Líbano controlados por "estados subordinados e seu salário" e o Iraque e sua riqueza em petróleo "completamente em suas mãos", recorrendo à consecução desse objetivo tenebroso às "maiores injustiças e males", como os "anos difíceis das provações na Síria", disputas constantes no Líbano e também uma atividade constante de agitação e sabotagem no Iraque.

 

O líder iraniano colocou os assassinatos em plena luz do dia dos mártires Abu Mahdi, um audacioso comandante das Unidades de Mobilização Popular (Al-Hashd al-Shaabi) e o general Soleimani do CGRI, entre os exemplos inusitados desse tipo de atividade subversiva dos americanos no Iraque e considerou que, para alcançar seus "objetivos tenebrosos" no Iraque, os americanos querem semear discórdia, proporcionar uma guerra civil que acabará por levar ao desmembramento do país árabe e eliminar seus elementos “devotos, lutadores e dedicados ao jihad e patriotas”.

 

Nesse contexto, o aiatolá Khamenei descreveu como "ruinosa" as declarações americanas contra a resolução do Parlamento do Iraque de expulsar as tropas norte-americanas de seu território, considerando-as mais um caso de promoção da divisão, e acrescentou: "Quem fingiu ser Os defensores da democracia deixaram de lado as formalidades e dizem que estão no Iraque para ficar e que não vão embora”.

 

No final do segundo sermão, o Líder da Revolução Islâmica dirigiu-se a todos os povos muçulmanos no oeste da Ásia para enfatizar que “o mundo islâmico deve abrir uma nova página, as consciências despertas e os corações devotos devem despertar nas nações a confiança em si mesmos, e que todos sabem que o único meio de salvação para as nações é agir de maneira proativa, perseverar e não temer o inimigo.

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