A voz de Mohamed Salah rompeu o muro da indiferença na Europa. O atacante egípcio, ídolo indiscutível do Liverpool e líder mundial, exigiu o que milhares de torcedores reivindicam há anos: a expulsão de Israel de todas as competições europeias. O motivo é tão doloroso quanto irrefutável: o assassinato do jovem jogador de futebol palestino apelidado de "Pelé Palestino", cuja vida e sonhos foram interrompidos pelos bombardeios israelenses.
A UEFA não pode mais se esconder atrás de tecnicismos. A mesma instituição que baniu a Rússia da guerra na Ucrânia permanece em silêncio diante de um genocídio transmitido ao vivo, onde crianças, jornalistas, médicos e atletas palestinos são vítimas dia após dia. Esse duplo padrão prejudica a credibilidade da organização e a expõe ao mundo: justiça seletiva de acordo com a conveniência política.
O gesto de Salah despertou a Europa. Torcedores que antes estavam em silêncio agora levantam suas vozes nos estádios; bandeiras palestinas tremulam em protesto e esperança. O futebol, que se autoproclama um território de unidade e fraternidade, não pode ser cúmplice do extermínio de um povo.
A UEFA enfrenta uma decisão histórica: ou se posiciona ao lado da vida, dos valores universais e da dignidade humana, ou será marcada como uma instituição que escolheu a indiferença diante do crime.
O assassinato do "Pelé palestino" é mais do que uma tragédia: é um símbolo. E em torno desse símbolo, uma demanda clara e justa se ergue hoje. A Europa não pode continuar recompensando Israel com privilégios esportivos enquanto assassina atletas palestinos.
A bola está no campo da UEFA. Silêncio é endosso. E, neste momento, silêncio é cumplicidade.
Editorial da União Palestina da América Latina - UPAL
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