A queima e o rasgo de um exemplar do Alcorão Sagrado por um ativista político na Itália, durante uma transmissão ao vivo, provocaram revolta e protesto entre as comunidades marroquina e muçulmana, bem como entre ativistas da sociedade civil no país.
Após o incidente, surgiram pedidos por uma resposta responsável, que evite comportamentos reativos ou cair na armadilha da provocação, informou a Heba Press.
A reportagem observa que uma carta aberta dirigida à mídia e ao público em geral enfatiza que a violação de coisas sagradas religiosas não pode servir como base legítima para alimentar o ódio ou aprofundar divisões sociais.
A carta ressalta a necessidade de distinguir entre a liberdade de expressão e discursos que incitam ao ódio ou insultam deliberadamente crenças religiosas.
Ela conclama instituições políticas e sociais a assumirem sua responsabilidade no combate ao discurso de ódio, e a se absterem de explorar questões religiosas para ganhos políticos ou midiáticos. Os veículos de mídia também são instados a adotar uma abordagem profissional e responsável ao cobrir esses incidentes, a fim de evitar o agravamento de tensões ou a perpetuação de narrativas divisivas.
Os promotores desse chamado enfatizaram que a resposta a esses atos deve permanecer pacífica, civilizada e dentro dos limites da lei, enquanto os esforços civis para fomentar o diálogo intercultural e inter-religioso — e para defender os valores cívicos e o respeito mútuo — continuam.
Esses apelos enfatizam o princípio de que a preservação da convivência e da paz social exige o enfrentamento da incitação e do discurso de ódio com consciência e responsabilidade, e não com mais tensão e divisão.
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