“O Governo dos EUA nunca tem lutado contra os terroristas, mas o povo norte-americano sim está na contramão do terrorismo, e o sangue das vítimas do 11 de setembro não se limpará com o dinheiro”, tem dito Rouhani em sua primeira conferência de imprensa depois de ser reeleito nas presidenciais do 19 de maio.
Quanto às políticas dos EUA para Médio Oriente e Ásia Ocidental, Rouhani tem declarado que os iranianos espera-se que a nova Administração dos EUA saísse da confusão e tomasse uma postura clara, mas, tem afirmado que a cada medida dos americanos na região fracassaria tal como o tinham evidenciado até este momento.
Para aclarar sua posição, referiu-se às invasões do Afeganistão e Iraque, e as sanções contra o Irã e qualificou-as de “errôneas”, pois tem assinalado que os norte-americanos não conhecem bem esta região e atuam com base das consultas provenientes dos que promovem suas agendas pagando dinheiro aos políticos americanos.
Em outro momento da conferência, fez alusão à recente reunião dos líderes árabes celebrados em Riad (capital saudita) —na qual também esteve presente o presidente dos EUA, Donald Trump,— chamando-a de um “show” carenciado de “valores políticos e práticos” na luta contra o terrorismo, ao recordar que não é a primeira vez que Arábia Saudita tem realizado este tipo de encontros.
Neste sentido, tem afirmado que o que fizeram nessa reunião está bem longe de uma verdadeira luta contra o terrorismo, e enfatizando em que aqueles que realmente estão combatendo os terroristas são os povos de Iraque, Síria e do Líbano, ao agregar que o Irã, por sua vez, lhes está ajudando através da diplomacia e seus assessores militares, e ninguém pode ignorar o papel de Irã na luta antiterrorista.
Sobre a possibilidade de diálogos entre o Irã e os EUA durante Administração de Trump, salientando que durante os últimos 40 anos, Washington tem empregado diferentes métodos contra o Irã e sempre têm falhado em suas tentativas, acrescentando que a única vez que os norte-americanos tiveram “relativo sucesso” ante os iranianos foi nas conversas nucleares, quando decidiram negociar com base de respeito.
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