São as declarações de ontem pela chefa da política exterior da União Européia (UE), Federica Mogherini, durante a sessão de abertura da Conferência de Embaixadores da União Europeia, onde assinalou que o acordo nuclear consagrado em 2015 entre o Irã e o Grupo 5+1 (EUA, o Reino Unido, França, Rússia e China, mais Alemanha) trata-se de um “compromisso” de toda a comunidade internacional.
“O acordo com o Irã, conhecido oficialmente como o Plano Integral de Ação Conjunta (JCPOA) mostra o caminho para a política exterior europeia. Este não foi um acordo entre dois países, repeti uma e outra vez e tenho a impressão de que precisaremos o repetir uma e outra vez nos próximos meses. Foi um compromisso assumido pela comunidade internacional por um lado e o Irã pelo outro”, enfatizou.
A política italiana deste modo referiu-se implicitamente às recentes tentativas dos EUA e em particular de sua embaixadora junto a Organização das Nações Unidas (ONU) Nikki Haley, para minar o referido pacto nuclear.
Conforme a chefa da Diplomacia europeia, a preservação do JCPOA é uma questão de segurança internacional e “credibilidade” dos acordos internacionais.
Ademais, Mogherini recordou que o pacto tem sido respaldado pela resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas (CSNU) e é “certificado regularmente” pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) e a Comissão Conjunta de observação o Irã-G5+1 - que monitora a implementação do referido acordo.
Isso enquanto Estados Unidos, segundo as autoridades iranianas, não deixa de violar o pacto nuclear de diferentes maneiras e atualmente tenta induzir que o país está violando o “espírito” do JCPOA para justificar sua retirada do acordo multilateral, cumprindo assim uma das promessas eleitorais do presidente Donald Trump.
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