"Um dos programas mais importantes de Rouhani nesta viagem é divulgar uma imagem positiva do Irã e as suas posições e lidar com a fobia que, infelizmente, tem promovido por Estados Unidos nos últimos meses", disse o representante permanente do Irã na ONU, Qolamali Khoshru.
A este respeito, o diplomata iraniano detalhou que Rouhani tenta neutralizar este problema usando a mídia internacional e através do discurso que ele proferirá na Assembleia Geral das Nações Unidas (UNGA) em Nova Iorque, que será realizada de 19 a 25 de setembro.
Segundo Khoshru, outro eixo da visita de Rouhani à sede da ONU é abordar a islamofobia que está ganhando espaço nas sociedades ocidentais, então ele abordará o problema com os líderes dos países muçulmanos para encontrar uma solução para esse desafio e outros problemas do mundo islâmico.
Além disso, o chefe do Executivo iraniano se reunirá com os iranianos residentes nos Estados Unidos durante a sua permanência em Nova Iorque (17-22 de setembro), segundo Khoshru, pelo importante papel que eles desempenharam na ultima eleição presidencial em 19 de maio e também pelo seu papel na sociedade americana.
Khoshru também apontou que Rouhani iria destacar a presença ativa de Teerã na comunidade internacional e as expectativas da nação iraniana das Nações Unidas e outros organismos que operam sob sua liderança.
Em seu discurso, acrescentou Khoshru, o presidente iraniano também falará sobre a importância de utilizar o canal diplomático para solucionar conflitos, em vez de impor pressão, sanções e causar problemas aos países do Oriente Médio, como terrorismo, extremismo e violência; e o papel efetivo que Teerã desempenha na luta contra esses problemas.
Outros pontos sobre os quais Rouhani vai falar são a economia, a necessidade de cumprir o acordo nuclear (JCPOA) entre o Irã e o Grupo 5 + 1 (EUA, Reino Unido, França, Rússia e China, além da Alemanha), e o fato de que Teerã respeitou até agora todos os pontos acordados neste pacto. Isso ocorre quando a administração do presidente dos EUA, Donald Trump, continua a violar o JCPOA, impondo sanções ao Irã, na tentativa de pressionar a República Islâmica do Irã.