Os palestrantes que tinham participado dos três painéis foram principalmente estudiosos de reconhecidas instituições internacionais, como Carnegie, bem como destacados diplomatas residentes em Brasília, incluindo Embaixadores do Irã e da França. O seminário terminou com a presença do ministro brasileiro dos Negócios Estrangeiros, Aloisio Nunes.
O embaixador da República Islâmica do Irã, Ali Saghaiyan que participou como palestrante do Painel “TPN, a Conferencia de Revisão 2020 e além”, apontando a posição de princípio da República Islâmica do Irã que os objetivos finais de lidar com armas nucleares que são o "Desarmamento nuclear" e" Não-proliferação” não são suficientes e são meramente um ato temporário, e que a zonas de livre de armas nucleares podem ser consideradas passos efetivos em direção ao desarmamento universal.
Saghaiyan referiu à iniciativa do seu país de o "Médio Oriente sem Armas Nucleares", considerou que as medidas não-construtivas dos Estados Unidos na Conferência de Revisão do TNP, que levaram ao fracasso da desta conferência, eram um exemplo do apoio incondicional e abrangente deste país ao regime sionista (Israel) como o principal obstáculo a realização de um Médio Oriente livre de armas nucleares.
Ele apontou às negociações nucleares do Irã e o poder global como uma ação voluntaria de um membro do TPN para criara mais confiança e disse: "Hoje, isso se tornou não só a parte do regime de não-proliferação, mas como um exemplo claro da escolha da diplomacia, a interação e a negociação em vez de a guerra, o confronto e as ameaças" na resolução de atritos.
Dra. Herz, a professora da Universidade Católica do Rio de Janeiro como outra orador na reunião, apontou a necessidade de prestar mais atenção à abordagem ética e moral, juntamente com a abordagem dissuasora e a não-proliferação de armas nucleares e neste sentido recordo ao decreto do Líder Supremo do Irã sobre a proibição da produção, manutenção e uso de armas de destruição em massa, como exemplo dessa abordagem.
O pesquisador da Fundação de Getúlio Vargas, Dr. W. Hassman, afirmou também, se eliminar o parto nuclear, o governo dos EUA perderá a sua credibilidade como um parceiro confiável de negociação global, e indiretamente, enfraquecerá o TPN e a Agência Internacional da Energia Atômica, o que não será bom para um Regime de Não-proliferação.
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