Agência de Notícias AhlulBayt (ABNA) – Em um artigo de opinião assinado pelo editor-chefe David Hearst, o Irã é descrito como detentor de todas as cartas vencedoras na guerra, incluindo o controle do Estreito de Ormuz, capacidades de drones e mísseis, além de pontos de alavancagem para projeção de poder no Estreito de Bab el-Mandeb. Em contraste, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não teria nenhuma carta vencedora. A análise enfatiza que, ao contrário das alegações iniciais, os Estados Unidos teriam perdido sua sexta guerra no Oriente Médio nos últimos 25 anos, enquanto o Irã seria o vencedor do conflito.
Segundo o Middle East Eye, Netanyahu e o chefe do Mossad teriam retratado o governo iraniano como tão fraco que o presidente dos Estados Unidos passou a acreditar que, após o assassinato do líder iraniano, o governo do país duraria apenas alguns dias. Esse movimento é avaliado como o maior erro estratégico de Trump.
O artigo de opinião, ao se referir à mudança no equilíbrio de poder na região em favor do Irã, acrescenta que o país agora possui um programa avançado de mísseis, fortes relações militares e comerciais com a China, uma resistência palestina e o Hezbollah fortalecidos, além de controle total sobre o Estreito de Ormuz.
Segundo o site, o Irã tornou-se um modelo de resistência contra a dominação colonial, e a mensagem de Teerã ao mundo árabe é de que potências médias podem prevalecer sobre a hegemonia dos Estados Unidos e do regime sionista.
O Middle East Eye alerta que Netanyahu intensificará os ataques ao Líbano e à Faixa de Gaza para encobrir o fracasso no Irã, mas essa medida equivaleria a “cavar sua própria sepultura política”. O regime israelense sairia desses conflitos sem alcançar nenhum de seus objetivos.
O artigo conclui que a nova ordem americano-israelense fracassou, que uma nova coalizão de potências regionais liderada pelo Irã está tomando forma e que o Estreito de Ormuz permanecerá sob controle operacional iraniano.
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