Agência de Notícias AhlulBayt (A.S.) — ABNA: A mídia russa publicou, nesta quinta-feira, numerosas reportagens sobre a grandiosa cerimônia fúnebre do Ayatollah Seyyed Ali Khamenei na cidade sagrada de Mashhad e, ao mesmo tempo, voltou a divulgar a biografia do Líder Mártir da Revolução Islâmica.
O correspondente da RIA Novosti informou: “Dezenas de milhares de pessoas reuniram-se nas proximidades do Santuário do Imam Reza (A.S.), na cidade iraniana de Mashhad, para participar da cerimônia fúnebre e do sepultamento do Ayatollah Seyyed Ali Khamenei, apesar dos recentes ataques aéreos dos Estados Unidos. Os participantes, portando bandeiras nacionais e imagens de seu líder mártir, entoavam palavras de ordem religiosas.”
A RT também citou um cidadão presente na cerimônia fúnebre do Líder Mártir da Revolução Islâmica, que declarou: “Vim porque sinto que este é o meu dever. Apesar das circunstâncias atuais, não posso deixar de prestar homenagem a um líder que sacrificou sua vida para servir à sua pátria.”
A agência de notícias TASS também informou, citando autoridades iranianas, que pelo menos 4.700 peregrinos estrangeiros, provenientes de 27 países, viajaram a Mashhad para participar da cerimônia fúnebre do Ayatollah Ali Khamenei.
O correspondente desse veículo de comunicação russo escreveu: “Cidadãos iranianos permaneciam reunidos no Santuário do Imam Reza (A.S.) desde a noite anterior, para terem a oportunidade de se despedir pela última vez do Ayatollah Khamenei.”
O site russo Expert, em uma análise sobre a amplitude das cerimônias de despedida e do funeral do Ayatollah Seyyed Ali Khamenei, considerou que esses eventos transmitem a mensagem de que o Irã não apenas não foi derrotado no confronto com os Estados Unidos e Israel, como também saiu mais fortalecido.
Kirill Semenov, especialista do Conselho Russo de Assuntos Internacionais, declarou a este veículo de comunicação russo, ao comentar a cerimônia de despedida das autoridades estrangeiras ao Líder Mártir da Revolução Islâmica: “Um grande número de países, incluindo alguns dos parceiros dos Estados Unidos no Oriente Médio, como a Arábia Saudita e o Catar, não recusou o convite de Teerã, apesar dos esforços de bastidores do governo Trump.”
Grigory Lukyanov, pesquisador do Centro de Estudos Árabes e Islâmicos do Instituto de Estudos Orientais da Academia Russa de Ciências, também afirmou: “Para os países do Golfo Pérsico, a participação na cerimônia de despedida do Ayatollah Ali Khamenei constituiu uma importante oportunidade para estabelecer e, para alguns deles, reajustar as relações com o Irã. A grande dimensão das cerimônias de despedida e do funeral do Líder Mártir pretende demonstrar que o Irã não apenas não foi derrotado no confronto com os Estados Unidos e Israel, mas saiu ainda mais fortalecido. Esses eventos também reafirmam a legitimidade da resistência e o vínculo entre a liderança e o povo.”
Nikolai Sukhov, destacado pesquisador do Centro de Estudos do Oriente Médio do Instituto Primakov de Economia Mundial e Relações Internacionais, vinculado à Academia Russa de Ciências, também afirmou: “As autoridades iranianas conseguiram organizar procissões com a participação de milhões de pessoas, garantir a segurança e realizar as cerimônias sem sinais de instabilidade. Essa situação indica a contínua vitalidade do sistema político iraniano, ao mesmo tempo em que evidencia a continuidade da política hostil de Washington contra Teerã e transmite ao mundo uma importante mensagem no campo da política externa.”
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