O Tenente-Coronel Ebrahim Zolfaqari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbia do Irã, declarou na quinta-feira: "Se as recentes ameaças vazias do presidente dos EUA de fazer com que as forças militares americanas atinjam a infraestrutura da República Islâmica forem concretizadas, então tudo aquilo que, devido à contenção do Irã, permaneceu intacto até agora — ou seja, toda a infraestrutura em toda a região — será esmagado sob os golpes de ferro das poderosas forças armadas da República Islâmica, a tal ponto que não restará nenhum vestígio, como se nunca tivesse existido."
Suas declarações vieram após o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçar expandir os ataques terroristas americanos contra o Irã na próxima semana, visando a infraestrutura civil, incluindo usinas de energia e pontes.
Zolfaqari também criticou duramente o regime criminoso dos EUA por continuar suas ações à margem da lei e seus esforços para desestabilizar a Ásia Ocidental.
Ele ressaltou ainda que o Irã jamais permitirá que os Estados Unidos — como um país estrangeiro, fora da região — interfiram no Estreito de Ormuz, que é a "linha vermelha inviolável" da República Islâmica.
"Que o inimigo ignorante saiba: para nós, o momento da ação épica não é um momento para contenção. O que está sendo executado pelas forças armadas do Irã não é um ataque equivalente; é um ataque superior. Os ataques serão mais intensos, extensos e destrutivos do que nunca. A fúria de uma nação que jamais se rendeu incendiará o agressor", acrescentou.
Nos últimos dias, as tensões aumentaram no Estreito de Ormuz, causadas por ataques mortais dos EUA contra o Irã, em flagrante violação do acordo de encerramento da guerra firmado entre as duas partes no mês passado.
O Irã declarou a estratégica via marítima fechada "até novo aviso" e, no mínimo, até "o fim da interferência dos EUA na região".
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