Os navios da Marinha russa participaram na operação russa contra o Estado Islâmico tendo realizado 26 lançamentos contra 11 alvos e tendo-os liquidado todos, informou na quarta-feira (7) o ministro da Defesa russa Sergei Shoigu.
O sistema de mísseis Kalibr é instalado em dois navios da Frota do Mar Cáspio do projeto 11661 (Tatarstan e Dagestan) e três navios ligeiros do projeto 21631 Buyan-M (Grad Sviazhsk, Uglich e Veliky Ustiug).
O presidente russo Vladimir Putin deu uma alta avaliação à operação russa mas destacou que agora é muito cedo para falar dos resultados.
Na quarta-feira (7), durante o briefing, o chefe da Direção Principal de Operações do Estado-Maior russo, general Andrei Kartapolov, disse que, para garantir a segurança dos civis sírios, a trajetória dos mísseis de cruzeiro foi planejada de maneira a evitar as zonas povoadas.
O general destacou que os ataques foram realizados contra as posições do Estado Islâmico e Frente al-Nusra.
A Rússia iniciou sua ofensiva aérea contra as posições do grupo terrorista Estado Islâmico na Síria em 30 de setembro em resposta a um pedido oficial de ajuda militar apresentado por Damasco.
Segundo os dados do Ministério da Defesa russo, os ataques lançados pelos caças Su-34, Su-24M e Su-25 já destruíram uma série de infraestruturas do Estado Islâmico e danificaram significativamente a rede de comando e apoio logístico dos militantes.
Os alvos dos ataques são escolhidos com base nos dados de reconhecimento russo e sírio, inclusive através de reconhecimento aéreo. Segundo o Ministério da Defesa russo, o equipamento dos aviões russos permite atingir alvos do Estado Islâmico em todo o território sírio com "precisão absoluta".
O embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, confirmou que foram realizados ataques aéreos do exército sírio, apoiados pelas forças aeroespaciais russas, contra organizações terroristas armadas, e não contra fações da oposição política ou civis.
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