O primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirimo admitiu ontem que há unidades de artilharia do Exército de Ankara a cooperar na ofensiva contra o grupo terrorista de Daesh em sua principal bastião de Mosul, localizada no norte do Iraque. Essas operações, como afirmou, são realizadas a pedido das forças curdas iraquianas (o Peshmerga).
Os peshmerga foram mobilizados para limpar a região (e recuperado) de Bashiqa do Daesh. “Eles pediram apoio aos nossos soldados na base do Bashiqa, portanto, estamos ajudando lá com a nossa artilharia e foguetes”, disse o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim.
As declarações de Yildirim contradizem as do Ministro turco dos Negócios Estrangeiros Mevlut Cavusoglu, que anunciou no mesmo dia que “isso é pouco provável" que a Turquia iria juntar-se às ofensivas por Mosul.
No sábado, o primeiro-ministro iraquiano Haidar al-Abadi, reafirmou sua recusa à intervenção militar turca, sublinhando que as forças armadas do seu país sozinhas podem concluir a operação de Mosul, que começou em 17 de outubro.
"Sabemos que os turcos querem participar, mas nós dissemos a eles obrigado, mas não precisa, isso é algo que os próprios iraquianos irão manusear e libertar o Mosul e o resto de seus territórios", disse o chefe do governo iraquiano.
A presença de soldados turcos na base da Bashiqa causou tensões entre Ancara e Bagdá. Iraque afirma que os militares turcos entraram, 12 quilómetros a norte de Mosul, sem o consentimento oficial, por isso em reiteradas oportunidades foi pedida a sua retirada imediata.
No inicio do mês de outubro, Al-Abadi advertiu que a aventura militar de Ancara poderia desencadear uma guerra e deve sair do seu território, à qual o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse: “O exército turco não perdeu o seu prestígio tanto que obedeça às ordens de Al-Abadi”.
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