1 setembro 2026 - 17:48
As bênçãos da Lua e do Sol nas palavras dos Imames (a.s.)

O Imam Zayn al-Abidin (a.s.) descreve a Lua como uma criatura obediente a Deus, responsável por iluminar as noites e um sinal da grandeza divina. O Imam Ja'far al-Sadiq (a.s.) também explica que o nascer do Sol dá origem ao dia e possibilita às pessoas trabalhar para garantir seu sustento, enquanto seu pôr proporciona descanso e tranquilidade. Ele também destaca que o movimento do Sol permite que todos os seres aproveitem sua luz, além de contribuir para o surgimento das quatro estações, o amadurecimento das frutas e a produção dos cereais. Da mesma forma, o movimento da Lua possibilita a contagem dos meses e a organização do calendário anual, enquanto sua luz suave oferece tranquilidade às pessoas.

Agência de Notícias AhlulBayt (ABNA): Quando o Imam Zayn al-Abidin (a.s.) contemplava a Lua crescente, dirigia-se a ela com estas palavras, que constituem uma verdadeira lição sobre o monoteísmo e o conhecimento de Deus:

«Ó criatura obediente! Ó ser que se move incessantemente e com rapidez, percorrendo continuamente as moradas determinadas e seguindo o curso estabelecido pelo plano divino! Creio naquele que, por meio de ti, ilumina as trevas, torna claras as coisas obscuras e fez de ti um dos sinais de Seu domínio e uma das manifestações de Seu poder... Glorificado seja Ele! Quão admirável é a maneira como ordenou teu funcionamento e quão sutil é aquilo que fez em tua existência! Ele fez de ti a chave de um novo mês, para o início de novos assuntos...» (1)

O Imam Ja'far al-Sadiq (a.s.) também afirma, em uma narrativa dirigida a Mufaddal:

«Ó Mufaddal! Reflete sobre o nascer e o pôr do Sol, pelos quais Deus estabelece o domínio do dia e da noite. Se o Sol não nascesse, a ordem do mundo seria completamente perturbada. As pessoas não teriam condições de garantir seu sustento nem organizar suas atividades. O mundo seria escuro para elas, e a vida se tornaria difícil sem a luz do Sol e seus efeitos. Os benefícios do nascer do Sol são evidentes e dispensam maiores explicações.

Pensa também nos benefícios do seu pôr. Se o Sol não se pusesse, as pessoas não teriam descanso nem tranquilidade, embora necessitem profundamente desse período para o repouso do corpo e a serenidade da alma.

Depois, reflete sobre a aproximação e o afastamento do Sol, que dão origem às quatro estações e aos seus inúmeros benefícios e efeitos. Considera também sua passagem pelos doze signos, completando o ciclo anual. Essas mudanças na posição do Sol contribuem para o amadurecimento dos cereais e das frutas e para o início do crescimento das plantas.

Observa como o Sol nasce neste mundo e como Deus estabeleceu seu curso. Se o Sol permanecesse fixo em uma única região do céu, seus raios e benefícios jamais alcançariam muitos lugares. Seu movimento faz com que todos os seres possam se beneficiar dele.

As pessoas não percebem como esses importantes fenômenos acontecem? Não há neles qualquer desvio ou desordem naquilo que contribui para o benefício dos habitantes do mundo e para a sua continuidade.

Conhece Deus por meio da Lua, pois as pessoas, por meio de seu ciclo específico, reconhecem os meses e acompanham a contagem dos anos. Observa como ela ilumina as noites escuras e que benefício existe nisso. Embora as pessoas necessitem da escuridão da noite para descansar e para que o ar se torne mais fresco, não seria adequado que as noites fossem completamente escuras, impossibilitando qualquer atividade.

Às vezes, devido à falta de tempo durante o dia ou ao calor, as pessoas precisam continuar algumas de suas atividades durante a noite. Nesses momentos, podem realizar parte de suas tarefas necessárias sob a luz da Lua. O fato de a Lua não estar iluminada durante todas as noites e de sua luz ser mais fraca que a do Sol serve para que as pessoas não organizem uma programação extensa de atividades noturnas e para que a tranquilidade destinada à noite não seja completamente perdida.» (2) (3)

Notas:

Bihar al-Anwar, Muhammad Baqir al-Majlisi, vol. 55, p. 178.

Ibid., p. 175.

Payam-e Quran, Naser Makarem Shirazi, vol. 2, p. 203.

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