Agência de Notícias AhlulBayt (ABNA): Mobilizações ocorreram em todo o território dos Estados Unidos, nas quais manifestantes denunciaram a agressão militar de Washington contra a Venezuela e o sequestro do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.
Da Costa Oeste à Costa Leste, manifestantes se reuniram no domingo para expressar indignação com o que descreveram como um ato de agressão ilegal e irresponsável, que ameaça arrastar os Estados Unidos para mais uma guerra.
Em Seattle, manifestantes se reuniram próximo à orla da cidade, entoando o coro “O povo unido jamais será vencido”. Muitos empunhavam cartazes e participaram de cânticos em resposta, afirmando que a invasão violou tanto as normas internacionais quanto a legislação interna.
Na Filadélfia, centenas de pessoas marcharam da Prefeitura (City Hall) até um centro de recrutamento das Forças Armadas dos EUA, na Spring Garden Street, protestando contra as ações de Washington em relação à Venezuela e o crescente papel dos militares na política externa.
«O Congresso precisa retomar seu poder… Eles deveriam representar o povo. Somos nós que devemos decidir se vamos ou não à guerra», afirmou David Gibson, codiretor da organização Peace, Justice, Sustainability NOW! e um dos organizadores do protesto.
Do lado de fora da Casa Branca, em Washington, manifestantes entoaram o coro “Viva, viva, Venezuela”, enquanto seguravam cartazes com as frases “Não à guerra contra a Venezuela”, “Fim do imperialismo dos EUA” e “Nenhum sangue por petróleo”.
Os manifestantes afirmaram que o ataque expôs as verdadeiras prioridades de Washington e sua contínua disposição de recorrer à força para impor sua vontade no exterior.
Em Illinois, um ato realizado sob a bandeira “Não à guerra contra a Venezuela” reuniu participantes que afirmaram que o ataque violou a Constituição dos Estados Unidos, colocou vidas americanas em risco e configurou uma interferência estrangeira, motivada por interesses petrolíferos, e não por valores democráticos.
Apesar da forte chuva, centenas de pessoas se reuniram no centro de Los Angeles, insistindo em fazer suas vozes serem ouvidas ao condenarem a ação militar realizada durante a madrugada.
Os organizadores afirmaram que a operação não teve nada a ver com democracia e teve tudo a ver com o controle dos recursos energéticos da Venezuela.
Em Chicago, manifestantes condenaram veementemente os ataques dos Estados Unidos contra a Venezuela e o sequestro do líder de uma nação soberana.
«Seja Saddam Hussein no Iraque ou o Talibã no Afeganistão, no Panamá, na Líbia — seja onde for — sempre que os Estados Unidos atacam outro país dessa forma, são os povos dessas nações que mais sofrem», afirmou Andy Thayer, do Comitê de Chicago Contra a Guerra e o Racismo.
Além das ruas, legisladores, jornalistas e analistas em todo o mundo descreveram a operação como ilegal, imperialista e uma escalada perigosa que ameaça desestabilizar toda a região.
As Forças Armadas dos Estados Unidos lançaram ataques com mísseis e drones contra grandes cidades venezuelanas, especialmente a capital, Caracas, nas primeiras horas de sábado.
Horas depois, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na plataforma de redes sociais Truth Social que Maduro e sua esposa haviam sido capturados pela Força Delta dos EUA.
Veículos da mídia dos Estados Unidos informaram que Maduro e Flores estariam detidos no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, em Nova York.
..................
308
Your Comment