Agência de Notícias AhlulBayt (ABNA): A violência no cenário internacional não se manifesta mais apenas abertamente, mas está cada vez mais disfarçada em falsos discursos morais, apresentando guerras, bloqueios e agressões como supostos atos de “proteção” ou “libertação”. Nesse processo, não apenas um país específico é atacado, mas os princípios fundamentais da soberania e da autodeterminação dos povos são minados.
O que está acontecendo hoje em Gaza não é um evento isolado ou uma exceção circunstancial. É a manifestação mais brutal de um sistema que considera o cerco um instrumento legítimo, a punição coletiva uma política aceitável e a desumanização de um povo inteiro uma narrativa tolerável. O bloqueio imposto a Gaza, com sua fome planejada e destruição sistemática da vida cotidiana, constitui um dos crimes mais graves de nosso tempo.
Essa mesma lógica tem sido aplicada há anos contra a Venezuela, submetida a um sufocante bloqueio econômico e financeiro que pune diretamente sua população civil, assim como contra Cuba, vítima de um dos bloqueios mais longos e severos da história moderna, mantido apesar da repetida rejeição da comunidade internacional.
Gaza, Venezuela e Cuba compartilham uma realidade comum: não são punidos pelo que fazem, mas pelo que representam. São povos que defenderam sua soberania e rejeitaram a imposição externa. Quando bloqueios e agressões se normalizam como ferramentas políticas, o direito internacional deixa de ser um arcabouço universal e se transforma em um mecanismo seletivo a serviço do poder.
Da União Palestina da América Latina, afirmamos que defender Gaza é também defender a Venezuela e Cuba, e todos os povos submetidos a sanções, cercos ou agressões por exercerem seu direito de decidir seu próprio destino. Rejeitamos a normalização da punição coletiva e afirmamos que a dignidade humana é inegociável.
O silêncio diante do bloqueio é cumplicidade. A indiferença à agressão é uma forma de participação. Hoje, a solidariedade entre os povos não é apenas um gesto político: é uma responsabilidade ética diante de uma ordem internacional que busca impor a força como a única lei.
União Palestina da América Latina - UPAL
4 de dezembro de 2026
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