A humanidade não encontrou felicidade no materialismo
O mundo não obteve benefícios ao mergulhar no materialismo nem com a disseminação da liberdade sexual. A humanidade também não encontrou verdadeira prosperidade naquilo que os movimentos materialistas produziram na Europa: o afastamento da espiritualidade e a libertação dos limites estabelecidos por Deus.
Esse modelo não conseguiu garantir a justiça, o bem-estar geral e a segurança. Também não conseguiu preservar a família nem educar adequadamente as gerações futuras. Em todos esses aspectos, a humanidade sofreu perdas.
É verdade que alguns empresários, banqueiros e fabricantes de armas acumularam enormes riquezas. Mas esse foi o resultado obtido por alguns grupos. A civilização materialista ocidental, porém, não produziu um verdadeiro avanço para a humanidade nem um legado genuinamente humano. Ela não conseguiu tornar felizes nem aqueles que a construíram nem as sociedades que passaram a viver sob sua influência e a imitá-la.
A mensagem de libertação da Revolução Islâmica
A mensagem da Revolução Islâmica é a mensagem de libertação desse caminho que conduz à infelicidade e à miséria.
Essa mensagem defende a atenção à espiritualidade e aos valores morais divinos, ao mesmo tempo em que reconhece e atende às necessidades humanas. Esse é o caminho apresentado pelo Islã: um caminho de equilíbrio.
Não se trata nem dos excessos e das restrições equivocadas presentes em determinadas tradições das Igrejas Católica e Ortodoxa, nem da permissividade que surgiu como seu extremo oposto em algumas sociedades ocidentais sob a influência do materialismo.
Nenhum desses dois extremos está correto. O caminho do Islã é o caminho do equilíbrio e da justiça.
Justiça: colocar cada coisa em seu devido lugar
A justiça possui um significado amplo e abrangente. Em todos os campos, a justiça — isto é, colocar cada coisa em seu devido lugar — deve ser observada.
O Imam Ali (a.s.) afirma:
«A justiça coloca as coisas em seus devidos lugares, enquanto a generosidade as tira de seus lugares. A justiça é um princípio geral que governa, enquanto a generosidade é algo particular e circunstancial. Portanto, a justiça é mais nobre e superior.» (Nahj al-Balagha, Máximas, 437)
Assim, a justiça não deve ser compreendida apenas como uma questão jurídica ou econômica. Ela representa um princípio abrangente para organizar a vida individual e social, estabelecendo equilíbrio e colocando cada coisa em seu devido lugar.
O Alcorão também apresenta a comunidade islâmica como uma comunidade de equilíbrio:
«E assim fizemos de vós uma comunidade moderada, para que sejais testemunhas perante a humanidade e para que o Mensageiro seja testemunha sobre vós.» (Alcorão, 2:143)
Esse princípio de equilíbrio constitui uma das bases da mensagem islâmica: evitar tanto o excesso quanto a negligência e construir uma vida em que espiritualidade, ética, justiça e necessidades materiais estejam em harmonia.
Fonte: Site oficial do Líder da Revolução Islâmica
Discurso: Encontro com os comandantes da Força Aérea do Exército — 19 de Bahman de 1390 (8 de fevereiro de 2012)
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