5 março 2026 - 11:31
Adeus ao Pai mais Celestial

“Sobre a partida da alma do corpo, cada um diz algo; mas eu vi com meus próprios olhos que a minha alma estava partindo.” Ó Deus… meu coração sente saudades dele. Saudades de um pai que já não está entre nós. Daquela estatura firme que era nosso refúgio e que agora se tornou celestial.

Meu líder… Ali Khamenei… querido Sayyed Ali… partiste, e o mundo tornou-se estreito para nós. Ó Deus, como é difícil conduzir um povo que por tantos anos manteve os olhos voltados para suas mãos cheias de afeto. E, ainda assim, que bela foi sua partida — aquele sábio ancião que, com paciência sublime e coração sereno, correu ao encontro do Senhor.

Partiste, ó herdeiro do sangue dos mártires, ó pai da nação, ó sucessor do grande Ruhollah Khomeini. Partiste, e nossas mãos já não alcançam a manga de tua bondade; mas teu caminho continuará fluindo nas veias desta comunidade para sempre. Sinto falta de teus olhos penetrantes que, nos momentos mais difíceis da história, eram nossa luz de esperança. Sinto falta de tuas mãos que acariciavam a cabeça dos órfãos e consolavam os enlutados. Sinto falta de tua voz que, nas Noites do Decreto e nas orações de sexta-feira da vitória, fazia os céus estremecerem.

Sim, ele partiu — aquela árvore antiga e firme que jamais se curvou diante das tempestades violentas da história. Partiu para se unir aos seus companheiros mártires: ao querido Qasem Soleimani, ao querido Ebrahim Raisi, e a todos aqueles que, como borboletas apaixonadas, aguardavam há anos o reencontro.

Ó Deus… meu coração sofre não porque ele partiu — pois a partida era um desejo que muitas vezes expressara — mas porque, em cada instante de sua vida, seu coração batia por esta nação, e nós pouco sabíamos.

Ele partiu, mas seu legado permanece: esta Revolução, esta Resistência, esta dignidade, esta consciência. Ele partiu, mas sua voz ainda ecoa em nossos ouvidos: “Sejam pacientes, resistam, saibam que Deus está com os perseverantes.”

Quando ouvi a notícia de seu martírio, disse: eis o rei sem trono nem coroa, o líder justo, o soldado sincero da Wilayah, que partiu para que a história registrasse: “O Khomeini de nossa era juntou-se ao grande Khomeini.”

Agora, somos nós que devemos continuar seu caminho. Agora, restamos nós e essa imensa responsabilidade. Restamos nós e esta senda luminosa que ele pavimentou com vigílias e sacrifícios.

Ó Deus… concede-nos êxito para preservar sua rota. Dá-nos paciência nestes dias difíceis sem ele. Concede-nos discernimento para que não sejamos enganados pelos inimigos, cujos dentes se tornaram ainda mais afiados após sua partida.

Ó comunidade! Ó comunidade de Hezbollah! Erguei-vos e uni vossas mãos, pois nosso líder partiu para ver o quanto permaneceríamos fiéis às suas palavras. Irmãos e irmãs! O sangue de todos os mártires — de Soleimani a Raisi — exige de nós lealdade.

Sim, choramos por ti até que as lágrimas se esgotaram; mas nosso pacto contigo jamais se esgotará. Prometemos permanecer fiéis a esses ideais até a última gota de sangue, até o último suspiro — aos ideais de Al-Quds, da Resistência e da Revolução Islâmica.

Ó Mahdi (A.S.)… ficamos sem nosso líder, sem ele e sem ti. Toma-nos pela mão. Estamos desamparados neste mundo infiel, sem refúgio além do teu. Ó Mahdi… apressa tua aparição, pois estivemos ao lado de nosso líder até o fim do caminho — até o martírio, até a manifestação, até o reencontro contigo… até reencontrarmos todos os nossos amados junto ao Kawthar.

Ó Deus, apressa a libertação de Teu representante e une a alma de nosso mestre e líder, Khamenei, a Muhammad e à família de Muhammad.

Adeus, ó pai… até o Paraíso… até a chegada do Imam Mahdi… até o Dia do Juízo Final.

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