ABNA Brasil — A coincidência da Década do Fajr da Revolução Islâmica com o meio do mês de Sha‘bān, data do nascimento de Sua Santidade o Imam do Tempo (que Deus apresse sua reaparição), não é apenas uma simultaneidade do calendário. Trata-se de uma convergência carregada de uma mensagem profunda e significativa para o Irã de hoje: uma mensagem de esperança, resistência e de um futuro que, apesar de todas as pressões e ameaças, é possível construir.
Essa coincidência ocorre em um contexto no qual a República Islâmica do Irã enfrenta a mais intensa guerra cognitiva do inimigo, bem como ameaças repetidas dos Estados Unidos — uma guerra cujo alvo principal não é o território ou as fronteiras, mas a mente, as crenças e a vontade do povo iraniano.
A Década do Fajr relembra um momento histórico em que o povo iraniano, no auge da dominação dos Estados Unidos e do sistema arrogante global, rompeu a ordem imposta apoiando-se na fé religiosa, na liderança divina e na presença popular. A Revolução Islâmica, antes de ser uma transformação política, foi uma profunda mudança na percepção e na autoconsciência nacional — uma transformação que converteu a humilhação histórica em autoconfiança e autoestima coletiva.
Hoje, o inimigo ataca exatamente esse ponto, tentando enfraquecer a esperança social e a confiança no futuro por meio da distorção da realidade, da desvalorização das conquistas e da indução da ideia de impasse. Esse é o verdadeiro campo da guerra cognitiva, cujas ferramentas são narrativas falsas, construções imagéticas enganosas e operações psicológicas.
Nesse contexto, o meio de Sha‘bān simboliza uma esperança viva e ativa — uma espera que não significa passividade ou inércia, mas um chamado à responsabilidade, à consciência e à resistência. A cultura da Mahdawiyyat se coloca como o contraponto direto ao projeto inimigo de disseminação do desânimo. Quando os Estados Unidos e seus meios de comunicação associados enfatizam a ameaça de guerra para gerar medo e tensão social, a doutrina da Espera lembra que a história é o palco do embate entre o bem e o mal, e que o futuro é moldado pela determinação dos povos resistentes, e não pelo barulho das potências decadentes.
As ameaças recorrentes dos Estados Unidos de uma guerra contra o Irã têm menos raízes na realidade do campo de batalha e mais relação com operações psicológicas e guerra perceptiva. A experiência dos últimos anos demonstra que os Estados Unidos temem um confronto direto, e que essas ameaças são projetadas principalmente para influenciar a opinião pública e criar pressão interna. Se esse ambiente for deixado sem esclarecimento e explicação, pode se transformar em um instrumento de medo; mas, se acompanhado de conscientização e de uma narrativa correta, ele próprio se tornará um sinal da fraqueza e da confusão do inimigo.
Diante dessas circunstâncias, o Jihād da Explicação (Jihād-e Tabyīn) não é uma escolha opcional, mas uma necessidade estratégica. Esclarecer corretamente a realidade, revisitar a experiência da Revolução, explicar a natureza da guerra cognitiva e distinguir ameaças reais de blefes midiáticos são deveres que hoje recaem sobre os intelectuais, os ativistas da mídia e o conjunto da sociedade. A convergência entre a Década do Fajr e o meio de Sha‘bān constitui uma oportunidade valiosa para reconstruir a esperança social e fortalecer a identidade revolucionária e mahdista — uma identidade que não é ingênua nem se deixa intimidar por ameaças.
Essa coincidência nos recorda que a Revolução Islâmica nasceu da esperança e se manteve viva por meio dela — uma esperança profunda, enraizada na fé, na consciência e na resistência. Em meio à guerra de narrativas e às ameaças ruidosas, o que garante o futuro do Irã não é o silêncio diante da distorção, mas o esclarecimento, a lucidez e a resistência consciente — exatamente o ponto que o inimigo mais teme.
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