Agência Internacional de Notícias Ahlulbayt (ABNA): Meca Mukarrama é descrita nos textos religiosos como a cidade segura. Do ponto de vista diplomático e das relações internacionais, garantir a segurança dos peregrinos não é apenas uma obrigação religiosa, mas um compromisso definitivo do país anfitrião. O governo anfitrião define a sua credibilidade histórica e internacional na gestão desta cerimônia e não a submete a nenhuma crise. A prova mais clara desta afirmação é a presença contínua de peregrinos iemenitas nos últimos anos — peregrinos que, mesmo no auge das condições de guerra com o país anfitrião, realizaram os seus rituais do Hajj com total segurança.
Do ponto de vista sociológico, em situações de crise ou tensão, o fluxo natural da vida não deve ser interrompido. Assim como durante os oito anos da Defesa Sagrada (Guerra Irã-Iraque), programas esperançosos e correntes da sociedade, como o casamento de jovens e as atividades econômicas, continuaram, o Hajj também, como um dos pilares da vida espiritual e um direito social legítimo do povo, não deve sofrer interrupção. A vitalidade de uma sociedade depende da continuidade destes fluxos construtivos.
Para compreender o motivo da importância da continuidade do envio de peregrinos em condições delicadas, é necessário olhar para o lugar incomparável desta obrigação nos textos religiosos. Na jurisprudência (fiqh) e nas narrativas islâmicas, a interrupção geral do Hajj (deixar a Kaaba vazia) é fortemente proibida e são mencionadas graves consequências para ela, tais como:
- Retirada da sustentação e da firmeza da sociedade: O Sagrado Alcorão, no versículo 97 da Surata Al-Maidah, apresenta a Kaaba como o elemento de sustentação e firmeza das sociedades humanas. A interrupção do Hajj enfraquece os alicerces da coesão e do poder da Ummah islâmica.
- Obrigação jurídica do governante: De acordo com as regras definitivas da jurisprudência islâmica, se em algum momento o povo, por qualquer motivo, deixar de ir ao Hajj ou não tiver condições financeiras, torna-se obrigatório para o governante religioso utilizar o orçamento público (Bayt al-Mal) para enviar um grupo de pessoas a Meca, de modo que a Casa de Deus nunca fique vazia sob nenhuma circunstância.
- Aceleração do castigo e retirada das bênçãos: Em diversas narrativas, é enfatizado que abandonar esta obrigação causa a remoção do prazo divino, a descida do castigo e a privação da sociedade de amplas bênçãos materiais e espirituais, como o afastamento da pobreza (1).
Com base nestes fundamentos científicos e religiosos sólidos, e com o planejamento e aprovação do Líder Supremo, a Organização de Hajj e Peregrinação está totalmente preparada, com todas as suas capacidades, para realizar um Hajj digno e honroso. Os peregrinos iranianos podem empreender esta viagem espiritual com total tranquilidade de espírito e, no centro da santidade divina, rezar pela grandeza, segurança e poder do Irã Islâmico.
Nota de rodapé
- Majlisi, Muhammad Baqir, Mir’at al-Uqul fi Sharh Akhbar Al ar-Rasul, vol. 17, 2ª ed., Teerã: Dar al-Kutub al-Islamiyyah, 1404 q., p. 154.
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